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Festival Amazonas recupera da ópera ‘Alma’, de Claudio Santoro

MANAUS, Gisele Santoro, chegou no início da noite, no Teatro Amazonas, em Manaus (am). A expressão não se esconde um pouco de nervosismo. “Bem, você sabe, quando a ópera foi estreada, eu estava no palco, e estiveram envolvidos com a produção. Desta vez, eu estou indo só para vê-lo, e, para dizer a verdade, eu acho que estou ainda mais animado”, disse ela, abrindo-a com um sorriso.

A viúva de Cláudio Santoro, a Supermodelo foi o convidado de honra na noite de domingo, a primeira edição da Alma. O trabalho foi apresentado em 1998, também em Manaus, no brasil, o local de nascimento do compositor. Mas, pouco mais de vinte anos depois, é como se você ir até o palco pela primeira vez, sem cortes e com as revisões que foram feitas pouco antes da morte do autor, descoberto no início deste ano, por meio de seu filho, Alessandro.

A cena de ‘Alma’, de Claudio Santoro no Festival Amazonas de Ópera (com Michael Para Publicação)

“Esta é uma nova edição, com muitas correções, notas, pontos de vista, drama, e as adições são importantes”, disse o maestro Marcelo de Jesus, responsável pela direção musical do show, que faz parte da programação do Festival Amazonas de Ópera, que fechou, nesta semana, sua vigésima segunda edição. “Foi um intenso processo de revisão, a redescoberta do sentido do drama para a peça”, disse ele.

No ano do centenário do Santoro (1919-1989), levou a uma re-avaliação de seu legado. Desde o final do ano passado, a banda se apresentou no estado de Goiás é atualmente a gravação de todas as suas sinfonias e o condutor, reino unido, Neil Thompson, chefe do projeto, não fez segredo de sua admiração pelos trabalhos, que, diz ele, têm uma importância no cenário da música do século xx, é comparável ao de Dmitri Shostakovich.

No final de junho, e, por sua parte, o barítono Paulo Szot vai funcionar com o pianista Nahim Marun, todas as canções são de autoria do compositor; e, em todo o Brasil, suas obras têm sido programado por orquestras e conjuntos de câmara, revelando um corpo de trabalho que vai embora e o avant-garde, mais experimental.

Neste contexto, a redenção da Alma, é um marco importante. A ópera é baseada na história de Oswald de Andrade, a primeira parte da trilogia dos Condenados. O autor fará a leitura de trechos do romance a Semana de Arte Moderna, em 1922, que estava causando uma grande comoção, e dividiu a crítica, tanto a forma e o conteúdo.

A história é intensa e violenta em sua ruptura com a idéia do amor romântico. A prostituta é a Alma sofre nas mãos de um cafetão Mauro, a partir da qual ele não pode fugir; por outro lado, existem no mundo, João do Carmo, no amor com ela, mas é incapaz de viver em sua mão, o que, eventualmente, leva-o a cometer suicídio.

“Santoro mantém uma estrutura fragmentada, é quase o filme do romance”, diz Jesus. “Isso tudo é muito interessante do ponto de vista dramático, mas isso cria uma dificuldade na hora de recontar a história. A cada parágrafo, estamos em um lugar diferente, um tempo diferente, é algo que está profundamente moderno”, explica o diretor no palco e Ela o Santos, que ele criou na etapa, apoiado por um brilhante conjunto de design de Giorgio Massetani caixas diferentes, aviões, sobrepostos uns aos outros.

Na assembleia manaura, foi a meio-soprano Denise de Freitas, para interpretar o papel-título, um dos maiores momentos de sua carreira. A alma que é a maior parte do tempo no palco. “Mas isso não é tudo. Você desempenhar o papel de uma cena, e, de repente, seis meses se passaram na história. Em questão de minutos, você vai ter que incorporar uma outra mulher, que, na época, foi através da mudança pode ser traumática, como a morte de uma criança. Esta é a capacidade de se adaptar rapidamente é fundamental”, diz ela.

Do ponto de vista da música, Santoro cria uma peça que carrega um forte caráter experimental, juntamente com as outras partes de uma letra, como pungente, como é o tema com que a ópera começa. Ela tem, depois que o desempenho, a melodia vem de uma música de seu marido escreveu para ela. “E então ele me pediu para colocar ele na carta. E ela ainda se lembra? A voz, a uma curta, cantarola. “O meu amor é tudo o que eu tinha para dizer adeus Foi deixado e esquecido de mim / Oh, baby, você não quer voltar / Oh, por que você não quer voltar? Se a dor for para me fazer tão longe quanto vai me matar, / o Meu amor me disse adeus / eu vou chorar.” E com isso, ela abre-o com um sorriso. “Estou muito feliz.”

O acordo prevê a cooperação entre os teatros do continente

A ministra da Cultura, do Ministério da Cidadania, Henry Disse o Pires, e o diretor administrativo da Ópera e da américa latina, Paulina Ricciardi, foi assinado, em uma tarde de domingo, na cidade de Manaus, é um acordo de cooperação em que o governo brasileiro irá reconhecer a ópera como “um gênero que é relevante para a cultura brasileira”, e está disposto a cooperar com a convergência de esforços para a promoção e o intercâmbio de assembléias”.

Opera na américa latina reúne mais de trinta teatros e companhias de ópera no continente. No final, assinado na primeira etapa, que é a entidade que busca financiamento junto a instituições como o Banco interamericano de Desenvolvimento, a fim de investir na criação de uma rede de produtos e parcerias profissionais e como agora deve ser assinado pelos governos de países como Argentina e Chile.

A assinatura ocorreu depois de uma reunião de profissionais, que discutiu a Ópera, e as indústrias Criativas na cidade de Manaus, dentro da programação do Festival no Amazonas, que foi iniciada pelo secretário de estado da cultura do estado do Amazonas, Marca, Apolo, Dora. Nele, a cantora Katy, ou Roubado, o diretor-executivo do evento, mostrou os números sobre o impacto económico do festival, que vai gerar mais empregos e oportunidades de renda nos setores da Zona franca de Manaus. René Coronado, o diretor da Ópera de Colômbia, tem seguido o mesmo caminho, bem como a Trindade Zaldivar, chefe do Departamento de indústrias Criativas do BID. “Todas as empresas que têm procurado novos níveis de desenvolvimento econômico, em algum ponto, eles compreenderam que era necessário, antes de tudo investir na educação e na cultura”, disse ele.

O presidente da Academia Brasileira de Música, de João Guilherme Ripper, por sua parte, destacou a importância da estrutura de uma rede, uma parceria entre a teatros brasileiros – e tem sido sugerido pelo ministério para a criação de um ministério, especificamente, para a casa de ópera, o que facilitaria o diálogo entre as instituições.

Quando questionado pelo Estado, o ms. Pires disse que é algo para se pensar. “Mas na ópera, em qualquer caso, você já recebeu um tratamento diferente. A mudança na Lei Rouanet, por exemplo, tem sido tratada como uma exceção no que respeita à limitação do teto do investimento, o que tornaria inviável”, disse ele.

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Marcos Apolo Muniz, Henry, Pires, e Paulina Ricciardi, durante a assinatura de termo de colaboração na cidade de Manaus, a Michael Para Publicação)

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